quarta-feira, 21 de maio de 2008

O início

Noite de Corpus Christi. Insone estou. E tenho vontade de falar. E não há ninguém que queira me escutar. Então decidi falar no deserto, tal qual João Batista. E falar, e falar, e falar, e, por ora, nada dizer.
A eterna busca, o que seria? Não adianta, por mais que nos achemos completos, sempre estamos em busca daquilo que irá nos redimir, no algo mais. Não se pode contentar com aquilo que se tem, porém viver em função daquilo que não se pode ter é perigoso, e contagioso, vide Hitler e a catarse alemã de 1933-45.
Mas nada é fixo. Hoje estou em busca, amanhã, quem sabe, hei de encontrar o que procuro. Se não achar, danei-me; se encontrar, irei atrás da próxima dúvida ou meta. Nada de balela de 'O segredo', eita idéia requentada. O negócio é agir. Sou eterno defensor da ação, por pior que ela seja.
E agora, o que farei? Irei dormir.

Um comentário:

Marcel Gustavo disse...

Bradar ao vento, feito um Batista? Tecer comentários ao Infinito? Se queres gritar, silencia-te. Nunca se diz tanto quando não se diz nada. O silêncio nos põe frente ao nosso maior temor: nós mesmos.

Abraço!!