sábado, 22 de agosto de 2009

"Il General Cadorna/ scrisse alla Regina/ si vuol vedere Trieste/ t'la mando in cartolina..."

"Il General Cadorna/ scrisse alla Regina/ si vuol vedere Trieste/ t'la mando in cartolina..."
São com essas que num dos contos o filho provoca o pai em "Brás, Bexiga e Barra Funda".
"O General Cadorna/escreve à rainha/ se quer ver Trieste/ a mando num cartão postal...".
Assim ocorre com os EUA no Iraque e no Afeganistão, sustentando governos sem lá muita legitimidade popular, porém dóceis aos afagos do Secretaria de Estado estadunidense. É mais fácil os EUA montarem cartões postais de Jalalabad, Kandahar e Mazar-i-Sharif do que as tropas não só chegarem lá, mas também estacionarem. Foi tamanha a ferocidade das invasões que isso me lembra aquela passagem do "Poderoso Chefão", onde Salvatore Tessio, um dos caporegimes fala que se não reagisse à provocação dos capos Tataglia e Barzini não teria mais lugar para pôr nem seu chapéu no Brooklyn. Assim ocorre agora, não há lugar onde os soldados não levem pedradas. Quando soldados do exército regular, "chicanos" ferrados querendo o greencard ou pessoas sem perspectiva de vida digna nos EUA, dado o caráter exclusório daquela sociedade (como a de todo o mundo capitalista onde o sistema de bem estar social, mesmo incompleto, foi desativado), quando mercenários, contratados pela Blackwater e equivalentes.
As guerras são sempre motivadas por motivos financeiros. Não me venham com o papo de nacionalismo e o caramba a quatro. Tudo bem, há maiores especificidades, mas todas as guerras têm uma preocupação, maior ou menor, com os aspectos econômicos dos beligerantes. O que move a política e o exército não necessariamente é o dinheiro, mas que o interesse final de quem comanda sempre envolve o véu monetário. Como aspirante a economista, acho que vou me esforçar em pensar mais nisso.
Quem for para aquelas bandas, que me mande, por gentileza, uma cartolina, que eu agradeço, minha coleção anda meio órfã de novos cartões.

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